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IR 2026: checklist dos últimos 30 dias para receber em maio
15M já entregaram. Faltam 32 dias até 29/05 e 4 lotes em jogo. Lote 1 (maio) ou lote 4 (agosto) se decide nos 30 dias antes — não na hora de declarar.
· 7 min de leitura
O placar oficial: 15 milhões já entregaram
Até as 15h de 23 de abril de 2026, a Receita Federal recebeu 15.031.247 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física. É o ritmo mais rápido da história: a marca de 10 milhões caiu em 18 dias (em 2021 e 2022, eram cerca de 25 dias).
Por que tão rápido? Porque 60% das declarações foram pré-preenchidas — o contribuinte só revisa e envia. Mas atenção: a pré-preenchida só funciona bem se você tem informe consolidado dos bancos, corretoras e fontes pagadoras. Quem não consolida acaba abrindo o programa, fechando, abrindo de novo, esquecendo dependente, copiando valor errado.
Faltam 32 dias até 29 de maio, prazo final. E é nesses 30 dias que se decide o lote da sua restituição.
Os 4 lotes da restituição 2026 — e por que isso importa
A Receita libera a restituição em 4 lotes, escalonados entre maio e agosto:
| Lote | Data prevista | Quem entra |
|---|---|---|
| 1º | 30/05/2026 | Idosos, deficientes, professores, quem entregou cedo com dados certos |
| 2º | 30/06/2026 | Maioria dos que entregaram em abril/maio com pré-preenchida |
| 3º | 31/07/2026 | Quem entregou em maio sem informe consolidado |
| 4º | 28/08/2026 | Quem corre no último dia + retidos em malha simples |
Diferença prática: se sua restituição é R$ 2.500, recebê-la em maio (lote 1) ou em agosto (lote 4) é 3 meses de Selic a 14,75% — algo como R$ 90 a R$ 100 de juros perdidos. Sem contar o custo de oportunidade de não ter o dinheiro pra quitar dívida cara.
Checklist 32 dias — o que separa lote 1 de lote 4
1. Reúna TODOS os informes ANTES de abrir o programa
Não é "reúna o que lembrar" — é TODOS. Inclui:
- Banco principal (salário cai aqui)
- Bancos secundários (até os que você tem só poupança esquecida)
- Corretoras (mesmo que não tenha movimentado em 2025)
- Fontes pagadoras (empregador, INSS, aluguéis, pro-labore, dividendos)
- Saúde (planos, consultas, exames, dentista)
- Educação (instituição própria + dependentes)
- PGBL (extrato anual da seguradora)
Erro mais comum: esquecer de banco em que você só tem poupança. A Receita sabe que a conta existe e cruza. Falta de declaração = malha automática.
2. Bata os valores com extrato (não chute)
Pré-preenchida não é escritura sagrada. Os valores vêm de informes que as instituições enviaram — e às vezes vêm errados ou incompletos. Confira:
- Saúde: o valor do plano deve bater com o que você efetivamente pagou (não o "preço de tabela");
- PGBL: confirme o limite de 12% da renda tributável;
- Educação: cada dependente tem um teto anual de R$ 3.561,50.
3. Confirme dependentes (sem duplicata)
Em casais separados, é comum os dois declararem o mesmo dependente. Só um pode — quem incluir primeiro "trava" o outro em malha. Combine antes.
4. Bens pelo valor de aquisição (não atualizado)
Imóvel comprado em 2010 por R$ 200 mil continua valendo R$ 200 mil na declaração — mesmo que hoje no mercado valha R$ 600 mil. Você só atualiza quando vender.
5. Conta corrente certa pra restituição
Se você fechou a conta onde costumava receber a restituição, atualize agora. A Receita devolve para conta no seu CPF — terceiros bloqueiam. Pix com chave CPF funciona.
As deduções esquecidas que somam
Aqui está dinheiro deixado na mesa todo ano:
- Saúde — sem limite. Consultas, exames, plano, dentista, fisioterapia. Tudo que tem nota fiscal no seu CPF.
- Educação — R$ 3.561,50/ano por dependente. Universidade, escola, ensino técnico. Não inclui curso de inglês ou esportes.
- Dependentes — R$ 2.275,08 cada. Filhos, enteados, pais com renda < R$ 26.843,92, irmãos sob guarda judicial.
- PGBL — 12% da renda tributável. Quem fez aporte em PGBL em 2025 reduz a base de cálculo.
- Pensão alimentícia judicial — integral. Determinada por sentença, abate 100%.
Os erros que mandam você direto pra malha fina
| Erro | Consequência |
|---|---|
| Esqueceu rendimento de banco em que tem só poupança | Malha automática; restituição congelada até retificar |
| Copiou valor errado de informe (saúde, PGBL) | Multa proporcional + juros Selic |
| Incluiu dependente que outro declarante já incluiu | Ambos param na malha |
| Declarou imóvel com valor de mercado | Inconsistência patrimonial; risco de fiscalização |
| Não declarou venda de cripto/ações com lucro | Malha + multa de 75% sobre imposto devido |
Multa por atraso: R$ 165,74 + 1% ao mês
Se passar de 29/05/2026 sem entregar (e você é obrigado), a multa é:
- Mínima: R$ 165,74
- Máxima: 20% do imposto devido
- Acréscimo: 1% ao mês sobre o imposto devido
E sua restituição vai pro fim da fila.
Como a Muuney encurta esses 32 dias
Em vez de abrir 4 apps de banco, baixar 6 informes em PDF e ainda perder a aba aberta da Receita:
- Você conecta seus bancos via Open Finance (regulação BACEN, criptografado).
- A Muuney categoriza automaticamente seus gastos de saúde, educação, PGBL.
- No fim do mês você vê o consolidado antes de abrir o programa da Receita.
- Alerta antes do prazo — não chega 25 de maio sem aviso.
Não é ferramenta de declaração (a Receita já tem programa próprio). É ferramenta de organização dos dados que entram na declaração — e que decide se você cai no lote 1 ou no lote 4.
Próximos 32 dias — em ordem de prioridade
| Prazo | Ação |
|---|---|
| Hoje (até 30/04) | Conecte bancos e corretoras na Muuney |
| 1ª semana de maio | Confira informes consolidados; revise categorização |
| 2ª semana de maio | Abra programa da Receita; importe pré-preenchida |
| 3ª semana de maio | Revise dependentes, PGBL, deduções de saúde |
| Até 25 de maio | Envie. Não espere o dia 29. |
A diferença entre receber em maio e receber em agosto está nos 30 dias antes da declaração — não nos 30 minutos depois.
🔗 Conecte seus bancos na Muuney — visibilidade financeira que separa restituição em maio de restituição em agosto.
Fontes: Receita Federal (comunicados 13 e 23/abr/2026), BCB Selic histórica, Manual IRPF 2026.